Os sinos e relógios da Catedral Basílica Senhor Bom Jesus de Cuiabá devem voltar a funcionar no dia 23 de fevereiro, durante missa programada para as 9h. Os equipamentos foram restaurados por meio de convênio entre a Secretaria de Cultura do estado e a Mitra Arquidiocesana da capital firmado em novembro de 2013, no valor de R$ 220 mil. Do total, R$ 200 mil são dos cofres públicos e os outros R$ 20 mil da arquidiocese.

Segundo o estado, os sinos estão sem funcionar há 20 anos. A restauração deles e dos campanários foi feita com limpeza química para tirar a oxidação e ferrugem, tratamento e pintura automotiva para conservação. São seis sinos de bronze divididos entre as duas torres, em tamanhos diferentes – o maior pesa 1,5 tonelada e, o menor, aproximadamente 900 quilos.

Durante a semana, os sinos tocarão às 6h, 12h e 18h. Aos domingos, às 6h30, 8h30, 16h30 e 18h30, meia hora antes da missa. Poderão ainda ser tocadas músicas por meio dos sinos, em ocasiões especiais.

Nos dois relógios, foram feitos reforços de sustentação. Serão oito faces, sendo quatro em cada torre. Os equipamentos foram importados da Itália. De acordo com a Igreja Católica, os relógios marcam o tempo humano e, os sinos, o tempo divino – uma forma de os anjos convocarem os fiéis para a divina liturgia.

Com os reparos, a intenção é reforçar o apelo turístico da catedral, que deverá passar a receber a visita agendada de escolas, turistas e grupos interessados em conhecer um pouco da história de Cuiabá.

História
Segundo informações do Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, a catedral foi construída em 1722 como uma homenagem ao padroeiro de Cuiabá, Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Inicialmente feito de pau-a-pique e coberta de palha, o prédio foi reconstruído entre 1739 e 1740, em taipa de pilão.

A construção passou por mudanças ao longo do tempo – entre elas a construção de uma nova capela, em 1740, e a elevação da primeira torre, em 1755. O prédio ganhou um relógio em 1842 e, em 1871, os sinos. Em 1914, a torre passou por reforma e, 36 anos mais tarde, foi ampliada.
Entretanto, a maior alteração ocorreu em 1968, quando a catedral foi implodida por determinação da própria arquidiocese e, no lugar, foi erguida uma nova igreja, inaugurada em 1973.